Abrindo os olhos

Quando não há nada mais
a ser dito,
silencia.
Quando não há mais nada a ser feito,
permitas apenas ser, apenas estar
e fica na companhia do teu coração
e este indicará o momento apropriado para agires.
Quando a lentidão dos dias acomodar tua vontade,
enlaçando-te com os nós da
intranqüilidade,
descansa e refaz tua energia.
Não há pressa,
a prioridade é que tu encontres novamente a tua
essência
para que tenhas presente em ti a alegria de ser e estar.
Quando o vazio instalar-se em teu peito,
dando-te a sensação
de angústia e esgotamento,
repara tua atenção
e encontra em ti mesmo
a compreensão para este estado.
É necessário descobrirmos-nos em tais estados,
para que estes não se transformem no desconhecido,
no incontrolável.
Tudo pode ser mudado,
existe sempre uma nova escolha para
qualquer opção errada que tenhas feito.

Quando ouvires do teu coração
que não há nenhuma necessidade em te preocupares
com a
vida,
saibas que ele apenas quer que compreendas
que nada é tão sério
a ponto de te perderes para sempre da tua divindade,
ficando condenado a não ver mais a luz que é tua
por natureza.
Não te preocupes,
se estiveres atento a ti mesmo
verás que a sabedoria milenar está contigo,
conduzindo-te momento a momento
àquilo que realmente necessitas viver.
Confia e vai em teu caminho de paz.
Nada é mais gratificante
que ver alguém submergindo da escuridão
apenas por haver acreditado na existência da luz.
Ela sempre
esteve presente...
Era só abrir os olhos...

Feliz 2008!


Texto de José Salvador de Abreu.
Recebi de "Odara"
em 2003.




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Última alteração: 30 dez 2007